um textículo pra rapida apreciação (ou crítica)
Como faz muuuuuuuuito tempo que não atualizo esta josta, não estou afim (nem com cabeça) pra fazer elucubrações sobre a vida o universo e tudo o mais (afinal, é sempre 42); e pra não dizerem por aí que eu a abandonei isso aqui, disponibilizo abaixo um texto que fiz para a faculdade, mas gostei. enjoy it.
A BORBOLETA
Dentes amarelos em um sorriso de lábios finos e índole comumente resignada, Albirex adentrou a delegacia. Sem a bata, era cansavelmente comum: jeans rasgados na parte do calcanhar pelo roçar do salto baixo do sapato marrom desbotado com a calça e o chão; camisa listrada – com algumas listras a mais, e insistentemente tortas, talvez por causa de seu crime de homem de aparência (mas não índole) comum: matou com riqueza de detalhes estéticos uma colega de trabalho do necrotério da cidadezinha de Taquaritinga do Norte (PE).
O corpo do necrotério não apresentava nada de novo: costas roxas de sangue. Rosto angelicalmente pálido e unhas no lugar. O que não estava no lugar eram as mãos "divinas demais para continuarem naquele corpo sujo", disse Albirex.
Sua psicopatia não admirava e seria condenado pelo pequeno, analfabeto e aterrorizado júri da cidadezinha.
O que todo mundo esqueceu de ver foi a borboleta desenhada na ponta dos dedos da vítima e do dele.
Amarela.
Alô, aqui é do Estadão...
ola amiguinhos e amiguinhas, vamos a novos causos?
Não, eu não fui chamado pra nenhum estágio no Estadão. Foi uma daquelas rotineiras ligações que se recebe quando no meio de um trabalho, ou a espera de uma ligação importante. Segue abaixo.
Moça do Estadão: Olá, com quem eu falo por gentileza?
eu (com voz estupidamente rouca por causa do JUCA(evento bizonho do fim de semana - sobre o qual eu falo em outro post)): Alexandre.
Moça do Estadão: Boa tarde Alexandre eu estou ligando pra vc [não, nem passou pela minha cabeça que fosse para um número aleatório da lista...] para informar sobre a mais nova "campanha de incentivo a leitura" do Estado. [a menina achava que tava em um comercial de televisão,pois falava absurdamente rápido, com todos aquele impostamento de voz tipico do narigudo das Casas bahia]
eu: ahn... [mas deixei ela falar, já que tava engraçado]
Moça do Estadão: Vc não concorda comigo Alexandre, quando digo que no mundo de hj, é preciso estar bem informado sobre tudo o que acontece?
Eu [rindo pacas, só que roucamente, o que tornava a coisa mais bizarra ainda]: não.
Moça do Estadão [dava pra perceber o desconcerto dela]: pois vc sabe [não me pergunte de onde vem esse pois, (sic dela)] que o Estadão é o jornal de quem pensa ÃO.
Eu não conseguia parar de rir depois de uma dessa, e ela tentando não rir junto:
Moça do Estadão: Você é casado, Alexandre?
Eu: Não.
Moça do Estadão: então, tem namorada, né?
Eu: Não [uahahahahahahahaha]
Moça do Estadão: er, ta vendo, que ótimo. o guia do Estadão, tem tudo o que você precisa: dicas de baladas, restaurantes...
Eu: Pois é, quando vai chegar a hora de você me pedir o número do cartão de crédito?
Moça do Estadão: Você trabalha, Alexandre? [??]
Eu: Não moça, to correndo atrás de estágio; fazendo faculdade e tal...
Moça do Estadão: Você estuda então, Alexandre.
Eu: é, isso mesmo. Aliás, faço jornalismo na Cásper. Vocês não tão afim de me oferecer um estágio, já que seria bem melhor do que oferecer o jornal?
Moça do Estadão: Ah, então você está procurando estágio, não é? Então, os classificados do Estadão são os mais confiáveis do Estado [será que foi um trocadilho dela? o.O], você sabia?
Eu: ahn...
Moça do Estadão: pois é. Neles você pode achar o que há de melhor nos estágios, pois na maioria você só é explorado e não ganha experiência alguma, não é mesmo?
Eu: pois é... [risadas esparças agora hahaha] Mas escuta, quanto é a promoção/campanha, ou sei lá o que?
Moça do Estadão: Então Alexandre, advinha quanto você vai pagar por dia pra ter mais informação?
Eu: ??????
Moça do Estadão: apenas 1 realzinho e 50 centavinhos [sim, ela falou assim]; e advinha quanto por mês, quanto quanto? [caraca, só faltou ela falar a maldita frase: "quer pagar quanto?!"]
Eu: fala...
Moça do Estadão: 47 reais! [tá, é algo em torno disso, não tenho certeza]
Eu: Nossa, que legal. O problema é que eu não tenho grana nem estágio nem nada, quando eu tiver eu aviso, ok?
Moça do Estadão: ta ok então.
Eu: Tchau. Boa campanha aí pra você.
Moça do Estadão: obrigada.
mal volto pro computador, me sentindo até mais leve por ter deixado a menina falar, e por ter dados boas risadas, quando o telefone toca:
- alo, aqui é camila do estadão, com quem eu falo? [será que eles acham que estágio vem tão rápido assim? o.O]
Fim de semana incomum
Querido diario - querido não, que é coisa de boióla.
Mano Diário - tá, aí já é avacalhação.
Enfim, Caro diário (porra, vai logo!)
Antes da explanação de mais uns causos sobre minha pessoa atormentadamente desconexa da realidade de pelo menos a maioria dos meus eus - nossa, como é chique dizer que eu tenho vários eus... té parece que fica melhor com isso - deixo aqui o registro: é bem concistente pra mim (neste momento) o argumento budista de que as coisas são cíclicas; que o que nós, em uma mente dualística chamamos de "bem e mal", "feio e bonito" "amor e ódio" (clichê? sim) são emoções e sentimentos que estão sempre em constante sobreposição um ao outro, ou mesmo coexistindo.
Os causos seguem abaixo.
CONGRESSOS
Começou, na verdade, as 7 da matina da sexta, dia 18, horário que tive que acordar para ir a primeira banca do dia a cobrir, no 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado lá na Cásper. Como fui um dos sortudos que ganhou passe-livre no evento - contanto que produzisse ao menos duas matérias em um tempo estupidamente pequeno após a explanação assistida - não podia deixar de fazer, até como treino de jornalismo "the flash": olha e escreve.
Após o dia cansativo - palestra, fazer reportagem. almoço. palestra, fazer reportagem, aulas, e cama -, fui pra um ap que minha tia tem MOBILIADO E VAZIO na av angélica (que pra quem não conhece, é um lugar beeem bacana, e bem valorizado). O porque dela deixar vazio: incógnita.
Mas enfim, fui dormir lá porque havia conseguido uma carona pro dia seguinte com um amigo alí de perto para um outro congresso. Este de jornalismo ambiental.
Tendo dormido as 1 e pouquinho da madruga, pra acordar as 7 (repetindo, portanto, a manhã passada), chegamos ao local pouco antes das 8, quando ficamos sabendo que a primeira mesa de discução (das 4 do dia) estava marcada pra quase 9 e meia o.O
o jeito: ficar conversando potoca, e mirabolando o evento do dia seguinte; além de pentelhar um dos fotógrafos que sentou pra lorotar ao nosso lado.
Do evento, muita coisa legal. O que mais chamou a atenção, pra mim, foi a primeira banca, onde o Heródoto Barbeiro estava de mediador. Ele mediava uma discussão sobre o fazer jornalístico na área de meio ambiente urbano, e os participantes eram todos experts em alguma área - saneamento e outros. Quando de repente, a discussão acabou chegando ao fazer jornalístico em sí, com os participantes da mesa descendo o pau nos jornalistas, e Heródoto impassível. Quando ele respondeu, cara, aquilo é que foi uma demonstração do que é um cara CALEJADO. Não ouso tentar reproduzir as palavras exatas (foi daqueles momentos de, ou copia, ou presta atenção). Mas foi uma resposta nua, crua e eficiente. "Queria ter dito isso" :P
CASAMENTO
Acha que é só passar dois dias inteiros em congressos diferente e ir pra casa dormir? nãããão. fui ainda a um casamento de um amigo do meu pai - já viu, tão old quanto - "representando a família". Cheguei e vesti um terno que minha mãe havia mandado por sedex diretamente pra lá, e fiquei fazendo sala. O casamento até que foi bacana: era de um amigo do meu pai de quem eu também gosto; o padre tava descontraído, fazendo piadinhas - o casal, além de casar, estava comemorando 25 anos de NAMORO; "esse pessoal que começa a namorar e já vai casando assim..." dizia ele.
Depois teve o buffet, e todas as coisas normais de um casamento, tirando a parte em que rolou uma música armêna. Engraçado ver as e velhinhas da família cantando e dançando todas entusiasmadas e até mesmo emocionadas.
DIA SEGUINTE? NÃO, SÓ CONTINUAÇÃO.
Ao término do casamento - 4:30 da matina; tive que ficar, pois não tinha grana pra voltar - fui pra casa e capotei até as 11 (merda, não consegui dormir muito), e fui para o quase gran finale da expedição fim de semana.
CANDOMBLÉ
Fui em uma festa em um centro de candomblé, pra conhecer o lugar, já que faz parte do trabalho de antropologia.
Como sou o que (aparentemente) gosta um pouquinho mais de fotografia, fiquei encarregado das fotos. Uma festa muito bonita (muito mais bonita e interessante do que eu poderia imaginar). O problema foi ter que ficar das 6 da tarde até as dez (na verdade a festa ficou rolando depois,mas como a bateria da porcaria da camera digital havia acabado...). E o que achei mais grave por parte dos meus companheiros de grupo (que inclusive, estava de carona com um deles) foi ter saído NA HORA QUE IA ROLAR A COMIDA!!!
cada um pro seu lado, depois de ter que comer lanche na paulista (¬¬), consegui finalmente parar e dormir, a uma da madruga da segunda feira.
E, ao mesmo tempo, depois de ter passado um mes apurando uma pauta, não consegui terminá-la no prazo...
tá tá, eu paro com essas postagens gigantes. até pq talvez, se a vida de jornalista tosco vingar, isso de fins de semanas bizarramente cheios de coisas pra fazer, serão meio que corriqueiros... ô cidadezinha bEzarra :P
***
ultima nota da minha pseudo realidade.
acabando esse texto, um priminho em segundo grau meu, 6 anos, comenta como que pra sí mesmo:
"era legal que agente pudesse alcançar as nuvens, né"
ao passo que, 10 minutos depois:
"se ao menos agente pudesse voar, não é?"
e quando eu perguntei a idade dele: "6. antes eu tinha 5. fiz dia 19 de maio. eu faço sempre nessa data, sabia?"
as crianças vão salvar o planeta (ou destruí-lo, quem sabe...)
abraços, caro leitor, inveterado ou não.
(claro que, como bem diz meu pai, um folgado nos homens e um beijo nas mulheres hahahaha)
com o pé fora do limbo existencial
Bom, vamos atualizar essa josta.
Estive deveras gripado por esses tempos, mas nada que um bom própolis direto na garganta, xaropes coloridos e nebulização por uns 5 dias consecutivos, não dessem conta.
***
Mas o legal foi o que me ocorreu neste fim de semana (e pra boa parte dos paulistanos ou visitantes da cidade): Virada Cultural!
Eu tava bastante afim de ir pra vários eventos, mas a maioria, não fazia a mínima de como chegar; além de não ter dado certo o encontro com alguns amigos e amigas com quem confabulava umas voltas pela cidade, sem dormir.
Portanto, estava eu as 11 da noite totalmente frustrado por ter perdido mais um sabado em internet e video game (Zelda do nintendo 64, no computador), tirando claro uma visita pras bandas da Santa Ifigenia com meu primo, pra comprar o computador dele. Pensei com meus botões: "quer saber? mesmo que não de em nada, eu preciso dar uma volta". E fui. Pra o evento que eu já namorava desde que soube da virada cultural. Um "Karaokê Poético" (ou Saraoke, para os íntimos que foram) na Casa das Rosas.
Saí correndo de casa as 11:30 (o negócio começava as 00h) e cheguei por volta das 00:10. Tratava-se - pelo que dizia a chamada da prefeitura - de um sarau com acompanhamento de músicos. Não sei se eu fui meio que sem muita esperança, achando que só iriam velhinhos de cartola em punho recitando Poe, mas o evento atingiu milhões de vezes a mais às minhas expectativas. Contando com velhinhos de todas as idades, e com poesias de todos os gêneros - mentira, ninguém se arriscou a uma dadaísta, mas fica perdoado desde já - e com um feeling fenomenal dos músicos pra encaixar o som certo pra cada poesia, o evento foi uma celebração da poesia; e do pessoal cult (ou pseudo cult) de sampa. E mesmo quando algum idiota - cotação baixíssima dentre o público poeteiro - recitava alguma coisa bem besta - um cara disse que era poesia, um texto que ele leu dizendo que os senadores ganham mais que agente e não trabalham o que deveriam... (e não, ele não utilizou nenhum recurso poético pra iss; parecia uma leitura de algum jornal bem xinfrim que ele pegou no metrô) -, a banda improvisada pelos músicos, conseguia segurar o ambiente de deleite poético.
Bom, depois, se eu conseguir terminar a matéria, vcs poderão ler no site da faculdade Cásper Líbero, no fim da semana. wish me luck xD
E só pra dizer que eu estava tão empolgado, que acabei recitando Lisbon Revisited, do Alvaro de Campos (não deixaram recitar tabacaria xD), e Liberdade, também do Pessoa, mas não sei de que heterônimo. E inclusive fui eu quem encerrei o evento com esta última, lalala.
Bem, depois acabei arranjando uma carona com um cara legal e desconhecido até a Augusta pra ir no Cine Sesc assistir a um filme que, informava a prefeitura, era sobre Istambul, e ocorreria as 4:00. Como o evento na casa das rosas acabou pelas 3, e eu fui de carona até o cine, cheguei umas 3 e pouquinho e fui feliz e serelepe comprar o ingresso quando fico sabendo da verdade: a prefeitura tinha dado TODAS as informações sobre o cine sesc, equivocadas. Os horários estavam trocados, o cinema era PAGO, e o pior de tudo, o filme sobre Istambul ("Atravessando a Ponte: o Som de Istambul") nem sequer estava em cartaz!
Como, depois de xingar a prefeitura junto a atendente (muito bonita, diga-se de passagem :P) do cine, percebi que as poucas atividades realmente legais naquele momento estavam fora de cogitação pra quem não tivesse carro, resolvi voltar pra Casa das Rosas, já que pelo menos o lugar era legal, e ia ter café da manhã lá pras 7 da matina.
Ao chegar lá ainda tava rolando um forrozão pé de serra bem legal. Mas PUTA QUE PARIU, paulistano acha que forró é TANGO; a maioria tava dando milhões de voltinhas, passinhos impossíveis de se dar sem ensaiar 15 mil vezes na frente do espelho, e achando que estavam arrasando. Quando todo mundo sabe (ou deveria saber) que forró (que NÃO vem de "for all", como alguns pseudo filólogos afirmam) é rala coxa, dois pra lá dois pra cá. Até eu, mal e porcamente, sei dançar.
Depois da cena deprimente, e de algumas risadas internas, fui lá pra cima (a casa das rosas tem dois andares). Cara, aquilo parecia ter sido uma festa de algum riquinho da vida, num casarão onde metade das estava onde estava a musica/eventos, e o resto ficava esparramados pelos quartos e varanda, puxando um ronco. o primeiro ronco eu puxei sentado na varanda olhando o céu. Mas como tava frio e minha bunda e perna esquerdas estavam dormentes, eu fui e apaguei por uma bela hora em um dos quartos dos esparramados.
Acordei com uma mulher não tão afinada cantando "taca pedra na Geni!", que eu não lembro o título da música, mas sei que é do Chico.
Fiquei conversando com pessoas desconhecidas mas até que interessantes até dar a hora do café.
Depois do café - que eu consegui ficar no começo da fila pra comer -, e de pegar um depoimentozinho de um cara que recitou lá no Sarau, fui com outro desconhecido legal - desta vez a pé - até o vale do anhangabaú, onde supostamente estaria a ocorrer show da banda Karnak, do filho do Abujanra, que apresenta o Provocações na tv cultura, o André. Como rolou umas bombinhas e balinhas de borracha na Sé na apresentação dos Manos (Racionais), o show foi cancelado. Tudo bem, fomos ver Skylab num palco próximo, e foi bem engraçado. Procura pela "Matador de passarinho", é ilário (principalmente as 7 da matina :P).
Após isso, se juntou uma nova trupe de desconhecidos legais - conhecidos do desconhecido que eu conheci no café da manhã - que foram juntos pro show do Pato Fú. Gostei da apresentação. Tem umas músicas bem divertidas.
Depois de tudo isso, todo quebrado, com fome, sede, e falta de ar, dei uma de tiéte e falei com os carinhas do Pato Fú dizendo que apesar de não conhecer a música deles direito, havia me divertido no show - o que foi verdade. Daí rumei de metrô pra casa.
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Cheguei as 13:00, almocei, tomei banho e capotei até as 17:30, quando acordei e fui assistir um filme que eu recomendo muito: Edukators.
Ô filminho bacana, rapaz.
E é isso, ponto.
sei que quase ninguém vai ler isso, mas eu gostei de escrever.
Eu

é, adorei essa tirinha :)
mais ou menos como eu estou por esses tempo hahaha
e publicando isso, acato a idéia da Iana de se não der pra rir da vida, rir de mim mesmo ;)
ps: devo agradecimentos à minha amiga de Maceió, Carla (o blog dela tá no link dos favoritos: "letrinhas de bolso") por garimpar e conseguir de novo essa tirinha pra mim :D
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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, música
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